E lá se foi mais um ano...
Poderia citar dez coisas ruins que aconteceram. Perder o emprego, descobrir que quem amamos tem uma doença aparentemente incurável, ficar sem dinheiro para aquela viagem ao nordeste ou para o exterior que vinha fazendo todos os anos, descobrir que não se pode ter filhos tão fácil como os outros homens, ter que escrever a maldita dissertação de mestrado e não ter tempo para escrever o livro que tanto quero, enfim, um ano terrível.
Mas já passou...
No entanto (e sempre temos "no entantos" na vida), esses anos terríveis são também os mais lembrados, nunca vou esquecer dele. Poderia citar dez coisas boas que ocorreram somente devido as coisas ruins. Conseguir um emprego onde o salário é maior, a responsabilidade e o estresse menor e onde fiz muitos amigos, aprender a dar valor para os mínimos detalhes e instantes que passamos com quem gostamos, trocar de carro porque ela destruiu o antigo dando de frente em uma árvore (sem sofrer praticamente nenhum arranhão diga-se de passagem), fazer duas viagens magníficas de carro mesmo para lugares maravilhosos e não ter que ficar horas em filas nos aeroportos (aqui um porém, as horas foram transferidas para filas nas estradas por causa do caos aéreo que atormenta o país), aprender a dar importância para os exames médicos e ter esperança na medicina moderna que tem ferramentas para quase todos os males (nada que uma simples cirurgia não resolva, eu espero), terminar de escrever 137 página e depois ficar muito contente pelo trabalho todo que foi feito (e praticamente com a mão no canudo ainda esse ano), além de ter tido tempo para esmiuçar o roteiro original do livro ao ponto de ter toda a história na cabeça e ainda sobrar espaço para mais outra história ainda melhor que a primeira, enfim, quem disse mesmo que o ano havia sido terrível?
# Hubner @ 8:59 PM